O
plenário da CPI estava lotado em Brasília, todos os olhos do Brasil ou pelo menos
de uma boa parte deles, estava voltado para o circo armado em torno do tão esperado
depoimento do homem mais citado na grande mídia atualmente, não caro leitor,
não é o Neymar. Mas sim, nada mais, nada menos que o contraventor de maior
prestígio entre a classe política brasileira na atualidade, Senhor Carlinhos Cachoeira.
Ele
chegou de mansinho, no sapatinho, como dizem por ai. Acompanhado de seu
advogado Sr. Marcio Thomaz Bastos que, diga-se de passagem, foi Ministro da Justiça
dessa pátria amada Brasil, na primeira gestão de Lula.
Aliás,
essa CPI do Cachoeira está um verdadeiro Tietê. Tem lixo boiando por todos os
lados, tanto de quem é investigado, quanto de quem investiga. Nomes como o de
Fernando Collor, Vacarezza e Romero Jucar, só confirmam o grau de descrença de
que haverá alguma punição aos culpados, por parte da maioria da população
brasileira.
Diante
do silêncio sepulcral do Senhor Carlinhos, me veio á mente a expressão “... Você tem o direito a ficar em silêncio, tudo
que disser pode ser usado contra você no tribunal...” que tanto ouvimos
nesses filmes policiais da vida. Não se trata de um mero bordão policialesco
hollywoodiano, e sim um direito constitucional notado no artigo 5º, LXIII da
carta magma brasileira.
Graças
a Ernesto Miranda, americano acusado de violação e rapto de uma mulher em 1963
no Arizona, EUA e a predisposição do Brasil em copiar tudo o que vem do Tio Sam
é que hoje, o Senhor Cachoeira pode zombar da cara de todos nós sem nenhum problema.
Amparado pela lei.
Na história da humanidade, figuras
consideradas idôneas e inocentes de culpa, a exemplo de Tiradentes e Jesus Cristo,
reservaram-se ao direito de permanecerem em silêncio e mesmo assim, foram condenados
a penas capitais.
O duro é saber que este indivíduo,
mesmo com todos os indícios já comprovado de sua culpabilidade, goza do beneficio
de ficar em silêncio garantido por lei e ainda, corre o sério risco de não ser devidamente punido por todos seus crimes.
Não
é uma verdadeira piada de mau gosto?
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