Que os solteiros levam uma vida difícil em relação ao restante da sociedade do matrimonio, já se é sabido desde os primórdios, mas de fato, esta é a época do ano em que aqueles que por opção resolveram dizer não ao status de “relacionamento sério” no Facebook da vida mais penam, é a mais pura realidade.
Não sofrem corroídos pela inveja de verem dezenas de casais, transitando
de mãos dadas pelas alamedas e centros de consumo (vulgo shoppings centers) exalando
o amor através de beijos e olhares semelhantes aos de Profº Girafales e Dna.
Florinda, quando se encontravam no pátio da famosa vila do Chaves.
Não, realmente não, quem preenche Estado civil: “Solteiro” nos
formulários de cadastros de sites e repartições públicas, não está preocupado
se os casais saem com outros casais para jantar nas noites frias de nosso
inverno meia-boca. Nem se nesse exato momento, eles estão juntinhos debaixo do
cobertor comendo pipocas e assistindo uma daquelas comédias românticas típicas
de nossos dias sem sentido.
Jamais, jamais, há tantas coisas mais importantes pra nos debruçarmos,
como a crise na zona do euro, o meio ambiente, o abandono de animais, do que esse
“mimimi” todo.
Caro leitor (a) longe de mim, fazer desse espaço um tanque de lamurias de
alguém que se encontra solitário e por isso, revoltado com a felicidade alheia.
Viva o amor, viva o amor! Aliás, é de amor que esse mundo precisa para se
tornar um pouco melhor.
Mas o fato é que para pessoas em estado de solidão grau 9, se é que pode
existir uma classificação para isso e, que frequentemente são vítimas de
comentários e ilações a respeito de sua vida afetiva, vê sua situação piorar por
conta dessa terrível data conhecida como Dia dos Namorados. Digo por que:
Reunião de família onde você encontra aquela tia que não vê há anos, e a primeira coisa que ela diz pra você, com toda graça do mundo é: Meu sobrinho querido! Como está
bonito! E a namorada não veio, Não? Olha, não vai ficar pra titio heim! Veja seu irmão, já está noivo. Aproveite a época dos namorados. No meu tempo... blablablá...
As mulheres então, se chegaram aos trinta, não noivaram ou casaram, são tachadas
de “encalhadas”, serão aquelas destinadas a cuidar dos pais na velhice e toda
sorte de males recairão sobre elas. Condenadas estarão ao ostracismo do sofá e
do pote de sorvete, regado a lágrimas emocionadas diante da tela da TV, assistindo
a “Antes do Amanhecer” pelo décimo ano consecutivo nas noites de sábado da semana dos namorados. Que
trágico!
Graças a São Valentim, Santo Antônio ou o João Dória, publicitário (pra
variar) que fez a primeira campanha voltada para a este “target” em 1949 no Brasil, para alavancar as vendas da extinta loja
Cliper no mês de junho é que você e eu caro solteiro, somos hostilizados pelos vis
padrões da sociedade matrimonial e seus ditames comerciais até hoje.
Obrigado Santo Antonio!
Nenhum comentário:
Postar um comentário